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© Museu da Construção 2019

Centro de Memória e Documentação

A criação do CMD será realizada em duas etapas:

. diagnóstico do acervo centenário do Instituto de Engenharia;

. reforma e adequação do espaço físico cedido pelo IE e localizado na sede da instituição; composto pela biblioteca, reserva técnica e sala de pesquisa e leitura.

Objetivos

    Registrar e divulgar a história da engenharia e do Instituto no Brasil, destacando sua contribuição 
    científica e técnica e para o desenvolvimento econômico, social e urbanístico.

   Contribuir para a consolidação da memória coletiva, a partir da memória do Instituto de
   Engenharia, criado em 1916 em São Paulo, e definindo uma Política de Acervos que permita o seu
   contínuo crescimento.

   Contribuir com a pesquisa histórica, social e econômica do país e com a formação e especialização
   de profissionais do setor e pesquisadores.

   Ampliar a rede da Biblioteca oferecendo mais possibilidades ao pesquisador.

   Desenvolver uma programação gratuita e independente, com atividades culturais e educativas,
   sobretudo aos finais de semana, divulgando e valorizando a engenharia nacional.

O Instituto de Engenharia e seu acervo

A história do Instituto de Engenharia começou nos anos 10, mais precisamente em 1911, quando três projetos polêmicos foram mostrados ao Barão de Duprat, recém-empossado na prefeitura de São Paulo, e ele chamou um arquiteto francês para executá-lo, o que indignou os representantes nacionais da categoria.
Os projetos para a nação brasileira surgiam a cada dia e para empreendê-los, os engenheiros precisavam estar organizados. Foi então que, em 1º de julho de 1916, um grupo de engenheiros se reuniu e fez um abaixo-assinado com o objetivo de fundar, na Capital paulista, uma associação.


Em 13 de outubro de 1916, os engenheiros Francisco Pereira Macambira, Antonio Francisco de Paula Souza, João Pedro da Veiga Miranda e Rodolpho Baptista de S. Thiago, na Escola Politécnica da USP, formaram a diretoria provisória do Instituto de Engenharia, uma sociedade civil sem fins lucrativos, com a proposição de “defender os direitos da categoria e dos interesses da classe, a regulamentação e a cooperação profissional e o posicionamento frente a questões nacionais”. Em 1917 foi assinada a ata de criação do Instituto de Engenharia, com a missão de promover a engenharia em benefício do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade. No Estatuto, os principais objetivos eram o atendimento a toda ordem de estudos técnicos, a regulamentação da profissão e a manutenção de uma publicação periódica para divulgar trabalhos profissionais, nacionais e estrangeiros, pareceres e notícias do Instituto. Também em 1917, foi idealizado o Boletim do Instituto de Engenharia, depois transformado, em 1942, na atual Revista Engenharia.


O primeiro presidente eleito do Instituto foi o professor Francisco de Paula Souza, e a sede foi instalada no Largo da Sé, posteriormente transferida para a rua da Quitanda e, em seguida, à rua Libero Badaró. Em 1925, foi construída sua primeira sede própria, na rua Senador Feijó, onde, durante a Revolução Constitucionalista de 32, instalou um posto de alistamento. Mais tarde, no ano de 1955, já acompanhado pela Fiesp e pelo Sesi, o Instituto de Engenharia foi para uma sede ainda maior, o Palácio Mauá, onde ficou até a década de 80, quando se mudou para o bairro da Vila Mariana.


O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea) e os diversos Conselhos Regionais (Creas) foram criados, no Instituto, para regulamentar a profissão. Neste momento, o recém fundado Sindicato dos Engenheiros teve sua primeira instalação no Instituto de Engenharia. A sede de campo era montada às margens da represa Billings. Várias ideias importantes nasceram no Instituto, destacando-se a utilização do álcool como fonte de energia, e assim, desde sua fundação, são solicitados estudos, pareceres, visitas técnicas, conferências, projetos e atendimento aos governos. A instituição sempre esteve conectada às questões mais atuais, em cada época da história do Brasil, desde a estrutura física de cada cidade até as questões políticas mais importantes. Apoiou a criação de novas escolas de Engenharia, além de ativamente no progresso brasileiro, no que diz respeito à construção de estradas e ferrovias.

 

Nos anos 60 a 80 trabalhou para que a engenharia no Brasil tivesse avanço tecnológico e fosse reconhecida mundialmente. Assim, entre outras já atuantes, criou uma divisão técnica que incentivava a exportação de serviços de engenharia. O primeiro avião nacional e o metrô de São Paulo tiveram suas obras idealizadas e acompanhadas pelo Instituto de Engenharia, bem como obras de diversos outros segmentos. Já nos anos 90 Quando as teses do desenvolvimento sustentável ganharam espaço, imediatamente passaram a ser defendidas pelo Instituto de Engenharia.

 

Desde o início do século XXI, o Instituto vem reformulando seu papel como interlocutor da sociedade civil, para que suas propostas sejam ouvidas, discutidas e aperfeiçoadas, com penetração nos vários segmentos da sociedade. Faz-se a criação do Jornal do Instituto de Engenharia e a reorganização do site oficial, que pretende ser um centro de integração e referência e para todo o Brasil.

Exemplos de material histórico presente no arquivo do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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