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© Museu da Construção 2019

A partir de uma coleção de 80 fotografias de nomes como Marc Ferrez, Guilherme Gaensly, Flieg, Chico Albuquerque, German Lorca, Maecel Gautherot, entre outros, e um audiovisual, desenhando uma linha do tempo em "obras de arte", mostrando o desenvolvimento da construção e da arquitetura do país, no período de 1860 a 1970.

Que a fotografia tem valor de obra de arte não é novidade. A surpresa do visitante vem deste conceito, a fotografia como obra de arte na construção. Essas construções/obras-de-arte, em seu efeito sobre a paisagem e as representações a elas dadas pela fotografia podem resumir um período e contar uma história. 

A pesquisa buscou registros de alguns dos marcos da construção deste período para evidenciar o encontro possível entre arte, engenharia, arquitetura e história.

Maria Eugenia Guimarães

Curadora

“Obra-de-arte”, nos termos da engenharia civil, significa um obra extraordinária, especial, tal como uma ponte, um viaduto ou um túnel, capaz de transpor obstáculos naturais através da intervenção técnica. Trabalho carregado de perigo e responsabilidade. E, se bem executado, digno de admiração.

A excelência mundialmente reconhecida da arquitetura moderna brasileira se apoia numa sólida tradição de construção e engenharia, que remonta às grandes obras de infraestrutura dos tempos da colônia, e que permitiram a ocupação e a interligação de um vasto território. Emilio Baumgarten, Joaquim Cardozo, José Carlos Sussekind, Jorge Zaven Kurkidjan e muitos outros, são engenheiros parceiros na construção de obras-primas arquitetônicas, e autores também de notáveis “obras-de-arte” da engenharia.

Brasília é uma obra monumental, incomparável a qualquer outra, no século XX. Ela representa a culminância de um processo que remonta à construção dos portos, canais, barragens, represas e eclusas, das esplanadas e aterros, das estradas de ferro, das usinas hidrelétricas, das cidades de mineração. O patrimônio brasileiro nessa área é de uma riqueza inegável, e merece ser mostrado e valorizado.  Esse é o objeto primordial dessa mostra.

Guilherme Wisnik 

Curador